Esse blog tem como objetivo mostrar a influência das tecnologias na minha área de atuação, ou seja, relatar o papel das tecnologias na Psicologia, com sua historicidade, mostrando as contribuições nos avanços e situações adversas que podem gerar,
Me chamo Thalita Paixão, tenho 19 anos, sou estudante de Psicologia da Universidade Salvador e vim através deste fazer um trabalho passado pela própria Universidade, com o objeto de mostrar a relação da psicologia e a tecnologia.
Entrevista sobre a evolução humana
Cibernética Tecnologia e Psicologia
As pesquisas científicas baseadas em tecnologias de ponta têm permitido a aquisição de conhecimentos de novas teorias e práticas cada vez mais abrangentes, gerando processos mais eficazes na obtenção dos resultados almejados. A cibernética está no rol destas pesquisas e estabelece cada vez mais relações recíprocas com a psicologia
Partindo da etimologia, a raiz da palavra cibernética provém do grego kybernetes, que significa o timoneiro, o piloto, o homem do leme, o condutor que leva o barco ao porto. E derivou para o latim com o significado de governo, com o sentido de governo dos sistemas físicos automáticos.
Kart Deustsch, na sua obra Os Nervos do Governo, Modelos de Comunicação e Controle Político, concebe o governo como um sistema de tomadas de decisões embasado nos fluxos variados de informação.
A cibernética nasceu do estudo comparado das máquinas eletrônicas automáticas sobre os processadores do sistema nervoso dos seres vivos e as suas respectivas conexões nervosas. A simulação deste comportamento pelo computador gerou, na prática, o surgimento da cibernética.
Com o desenvolvimento da tecnologia o termo estendeu-se às máquinas que efetuam movimentos diferentes segundo alguma condição interna. Com o advento da eletrônica e a sua grande evolução foi possível a utilização das condições elétricas, magnéticas e óticas, bases dos processadores digitais e da cibernética atuais.
Norbert Wiener (1894-1964), eminente professor de matemática no MIT publicou em 1948, pela editora Wiley, o livro Cybernetics, 2.300 anos após Platão ter criado a palavra cibernética. Em síntese, ele considera em seu livro posterior, de 1950 – The Human Use of Human Beings –, que esta é uma ciência de muitos conteúdos e amplas aplicações. Conforme postulou, a "cibernética é a ciência do controle dos homens dos animais e máquinas".
Uso da linguagem
A linguagem é o uso da palavra articulada ou escrita como meio de expressão e de comunicação entre pessoas, sendo, pois um sistema de signos que serve de meio de comunicação entre indivíduos. A comunicação pode ser percebida por diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguir-se em linguagem visual, linguagem auditiva, linguagem tátil etc., ou, ainda, em outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. Através do uso da palavra articulada, escrita, informatizada e até criptografada temos os meios de expressão que tornam possível a comunicação entre os seres.
Assim, a comunicação é regida por um processo de controle, que é a habilidade para fazer que algo se comporte exatamente como se deseja.
O homem tem sido considerado pela psicologia, implícita ou explicitamente, um sistema de controle adaptativo pela aprendizagem, explicando-se, pois, como se desenvolve o processo de controle.
A teoria do controle tem recebido severas críticas por sua origem mecanicista, não se perdendo de vista que o processo do controle é essencial para a comunicação. A relevância do processo de controle em psicologia é percebida quando a sua ausência se reflete nos processos que são afetados quando surgem erros de comunicação (entropias) que causam sérios transtornos.
Evidentemente que o processo de controle, quando efetuado por sistemas eletrônicos sobre o comportamento humano e sobre as demais funções humanas, deve ser regido por severos princípios éticos, porquanto poderiam derivar-se, invasivamente, no condicionamento humano, tão a gosto dos regimes de intolerância para a prática da famigerada lavagem cerebral.
A mente humana vem há séculos sendo objeto de estudos por filósofos para explicar como o homem pensa.
Descarte tentou explicá-la com duas espécies de entidades universais: a matéria e o espírito. A primeira tem extensão no espaço e obedece às leis físicas de mecânica, enquanto o espírito não tem nem um nem outro desses atributos. Não é fora de propósito considerar Descartes como dualista e interacionista.
Hoje, com a Cibernética, podemos entender como a mente humana é capaz de analisar, de forma completa, a relação simultânea de três ou mais variáveis. Assim, no caso de uma alteração comportamental pode-se relaciona-la a uma causa, como por exemplo, o uso de drogas. Esta pode ser uma condição básica, mas não explica suficientemente a mudança do comportamento. Com um enfoque cibernético analisaremos essa alteração mostrando a multiplicidade de fatores ( curiosidade, pressão de grupo) , nos mais diversos graus ( de drogas leves, como o tabaco, passando pela maconha, cocaína, etc) oferecendo uma análise multivariada (análise simultânea com muitas variáveis) e modelos de simulação. Permite-se fazer o seguimento da trajetória dos vetores da alteração comportamental, com um dado quantitativo do impacto e da velocidade pelo uso dos entorpecentes.
1. Cibernética e Personalidade
John C.Loehlin, no seu livro «Computer Models of Personality» publicado em 1968 pela Editora Random House, criou um programa que denominou-se «Aldous», em homenagem a Aldous Huxley, autor do «Brave New World».
O «Aldous» reúne, em forma de modelo simples de personalidade, certo número de aspectos do comportamento humano que reconhece situações, reage emocionalmente a elas e atua, com a possibilidade de aprendizagem e introspeção. Mas a principal função do Aldous consiste em desenvolver um conjunto de atitudes com referência aos objetos (ou situações) em «seu» ambiente, sendo esses objetos identificados como combinações conjuntivas de um pequeno numero de propriedades. A entrada é introduzida no computador em forma de descrições codificadas desses objetos e a saída é impressa em forma de descrições codificadas das respostas.
2. Cibernética e Aprendizagem - De Watson a Skinner e as relações do «Behaviorismo», com a Cibernética.
Behaviorismo é um vocábulo que se origina do inglês «behaviour», e significa comportamento que é o conjunto das reações que se podem observar num indivíduo, estando este em seu ambiente, e em dadas circunstâncias .
John Watson (1878-1958) cunhou em 1913 o termo «behavior» partindo da premissa de que para os animais não existe como perguntar «o que você está sentindo?» É possível apenas estimulá-lo e, em sequência, observar sua reação ao estímulo. Por que deveria ser diferente com os seres humanos?
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) foi um dos primeiros Psicólogos a «fazer a ponte» entre a Psicologia e a Cibernética com a criação da «Skinner-box», aparelho no qual as cobaias acionavam uma alavanca para ganhar mais comida dentro de um mecanismo puramente cibernético .
A obra de Skinner não se limitou na análise do comportamento individual, porém ele se tornou o pai do behaviorismo extremado e o seu ponto alto surgiu no livro «Tecnologia do Ensino» (1967) no qual lançou a teoria do «ensino programado» e das «máquinas de ensinar» inspiradas em funções Cibernéticas . Em experiências fundamentadas nos princípios da Cibernética utilizava equipamentos que ele mesmo desenvolvia chegando a condicionar os animais para desempenharem tarefas complexas, como, por exemplo, o jogo de pingue-pongue por dois pombos. Experiências de treinamento «passo a passo» levaram Skinner a formular os princípios da aprendizagem programada, através dos quais pretendia desenvolver «máquinas de ensino» propondo, posteriormente, uma denominação diferente «máquinas de aprender».
O ponto de partida de Skinner foi a teoria dos «reflexos condicionados» elaborada pelo fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov (1884-1936). A teoria dos reflexos condicionados criada por Pavlov atraiu Skinner para a Psicologia. Skinner, por sua vez, inspirado nos princípios de Pavlov criou aquele que seria seu conceito principal: o «condicionamento operante» .
3. Cibernética Heurística e Criatividade
A ciência heurística se baseia PROCESSO DE CONTROLE. O nome se origina do grego heuristiké + téchne, «arte de encontrar», «descobrir» .
É um conjunto de regras e métodos que conduzem à descoberta, à invenção e à resolução de problemas dentro do arco que rege os princípios da Cibernética, isto é o governo dos sistemas físicos automáticos.
O inventor, físico e matemático grego Arquimedes criou um processo de heurística denominado Principio de Arquimedes, e cujo enunciado é «Todo corpo mergulhado num fluido sofre um empuxo vertical, de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado e aplicado sobre o centro de empuxo» .
Este Principio foi descoberto quando o físico tentava solucionar um problema proposto pelo rei Hierão II, que desejava saber se a sua coroa de ouro não conteria uma proporção em prata misturada. Um dia, no banho, observando o seu corpo e o volume de água que escapava da banheira, Arquimedes intuiu a solução, e teria saído nu, pelas ruas, gritando a famosa frase :
«Eureka ,eureka » («Achei, achei»).
O termo é empregado quando se encontra a solução de problema difícil.
Em Pedagogia, heurística, é o procedimento pelo qual se leva o aluno a descobrir, por si mesmo, a verdade que lhe querem inculcar.
A heurística estuda, pois, a atividade criadora, capítulo proeminente da Psicologia, e se destacada dos demais como é o caso do compositor musical, do poeta, do cientista etc. .
4. PSICOCIBERNÉTICA
O Psicólogo Maxwell Maltz cunhou a palavra partindo do pressuposto que de forma Cibernética a mente pode ser guiada para um objetivo produtivo e útil, buscando a auto-realização do ser humano..
Pessoas dominadas por sentimentos negativos provavelmente perderão a orientação, desviando-se do rumo certo.
Conclui Maltz, a Psicocibernética é um processo criador, que tem por fim a auto realização do ser humano .
5. Psicologia e Algoritmos .
Os psicoterapeutas devem se atualizar, no contexto matemático, com os chamados algoritmos que são o conjunto de regras e operações, bem definidas e ordenadas, destinadas à solução de um problema, ou de uma classe de problemas, em um número finito de etapas, assim como em árvores de decisão que permite a administração de grandes quantidades de dados .
A necessidade atual é usar todo o conhecimento possível com toda a tecnologia disponível, uma vez que o volume de informações é gigantesco exigindo uma acurácia, que é a propriedade de uma medida de uma grandeza física obtida por instrumentos e processos isentos de erros.
Assim, não estamos abolindo o raciocínio que se integra na anamnese mas, propondo que o profissional deva buscar informações direcionado sua atenção aos progressos das tecnologias .
Desta forma, os "softwares" que são programas computacionais que auxiliam a nortear o raciocínio na tomada de decisão no manejo terapêutico (por exemplo) tem oferecido novas possibilidades, inclusive no psicodiagnóstico, através de testes informatizados, como é o caso da investigação da personalidade pelo «Test de las Bolitas», de Usandivaras, pioneiro da psicoterapia de grupos da Argentina, com aplicação, avaliação e interpretação diagnóstica assistida por computador, em estudo pelo Autor do artigo.
Voltando à Inteligência Artificial, a elaboração destes «softwares» se baseia em construir modelos teóricos embasados em regras lógicas e árvores de decisão, que o clínico já faz em sua prática, aliado a um banco de informações técnicas atualizadas, que o cérebro humano não consegue disponibilizar de uma só vez, e com a mesma rapidez. Não se trata de transformar a Psicologia em procedimentos mecânicos, mas de provê-la com elementos norteadores que contribuam para a evolução da performance dos profissionais em futuras pesquisas.
6. CONCLUSÃO
Aos leitores do presente artigo esboçou-se uma pálida idéia das relações da Psicologia com a Cibernética, podendo até surgir a suposição de que nos anos futuros, com a crescente engenhosidade da técnica, serão construídos programas e computadores que realizarão, cada vez mais, as funções restritas do ser humano.
Todavia, uma coisa que um computador nunca será capaz de substituir e a autoconsciência.
Um computador poderá ser capaz de pensar, mas não pode saber que está pensando.
Tal afirmação deriva de que a existência da autoconsciência, nos seres humanos, constitui uma limitação final e decisiva para a analogia entre o Homem, os computadores e a Cibernética .
TAL ASPECTO, EM ÚLTIMA ANÁLISE, SEMPRE DIFERENCIARÁ UM COMPUTADOR DE UM SER HUMANO .
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=70
http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/4502/ciencia-e-tecnologia/tratamento-psicologico-educacional-para-a-depressao-e-adotado-na-europa
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/05/empresa-que-fabrica-iphone-contratara-psicologos-para-conter-suicidios.html
http://blog.cienciasecognicao.org/2010/02/1-congresso-de-psicologia-e-analise-do.html
http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script
http://www.cgee.org.br/cncti4/
As crianças e as tecnologias do seu tempo
Projeto Reação [Psicologia + Tecnologia + Arte]

Realmentee, a globalização tornou os seres humanos menos sensíveis!
ResponderExcluirO vídeo do projeto reação é muito bom!
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